Poema para Gabrielle

Posted in Uncategorized on April 1, 2011 by pedrochegancas

E mais uma vez,
eu tento escrever o que não dá pra explicar.
Só mais uma noite sem dormir,
pensando no que lhe falar.
Da minha certeza, naquele momento,
de tudo o que eu senti.
A minha incerteza, o meu pensamento,
e algo que eu nunca me arrependi.
Na escada, descendo, e era só,
mais uma amizade, um outro nó.
E o que eu mais queria…
era tentar te dizer,
que a cada segundo, eu penso em você.
A minha razão, a primeira emoção.
Quem me fez ver sentido em viver.
E é tudo perfeito quando estou do seu lado,
as horas correm, mas o relógio fica parado.
Minha mão pelo seu corpo, nossos rostos colados,
os nossos pés entrelaçados.
As juras, os abraços, todos os sorrisos,
e, pra mim, tudo faz sentido.
A cada segundo, eu sonho acordado,
todos meus planos com você.
Pensamento de vida, do futuro e passado,
tudo que eu nunca mais vou esquecer.
O que eu sempre quis escrever pra alguém,
nunca consegui.
Mas, com você, é diferente,
eu não me esforço pra sorrir.
Eu não podia imaginar,
foi seu sorriso lindo, me deixou abobado.
Carta de amor número um,
um cara antiquado.

Contos de verão e uma noite a mais

Posted in Uncategorized on November 20, 2010 by pedrochegancas

E é tão estranho, mais uma vez,

tentar expressar tudo o que eu tenho pensado, em versos.

De forma clara, então se fez,

dos meus sonhos de papéis, pregos.

Tenho estado irritado, impaciente,

não aguento mais as pessoas sorrindo, fingir estar tudo bem.

Ocultar tudo o que eu tenho em mente,

guardar as mágoas, as raivas, e o que mais me convém.

Cansei de procurar padrões,

tentar coisas desiguais,

fazer de pequenos acasos, amores,

procurar destinos finais.

Não consigo mais acumular fracassos,

minha coleção de cicatrizes e cortes,

na minha estante sobram espaços.

Prêmios existem apenas para os fortes.

 

Não posso mais fingir olhar pros olhos e fantasiar histórias,

inventar universos paralelos,

encher os egos e entrar pro hall das pessoas simplórias,

construir, na areia, meus castelos.

Abraçar, agradar, amparar.

Escarrar, abandonar ou ignorar.

Tentar ser forte a cada novo dia,

ver esperança onde não havia.

Sonhos são pra crianças,

depois só resta rancor e amargura.

 

Pode ser só caneta, papel e 4 da manhã.

Talvez seja só um dia a mais.

Talvez eu esteja errado e amanhã tudo mude.

Ou pode ser que tudo continue igual,

e eu seja apenas mais um tolo,

fazendo tudo errado,

aparentando um boçal,

enquanto tentei fazer o meu melhor,

mas, outra vez, a vida meu bateu na cara.

 

O último brilho de estrela antes do apagar das luzes*

Posted in Uncategorized on October 8, 2010 by pedrochegancas

Tento apagar o brilho desse olhar,

que vem contra mim,

em lembranças.

Disparo contra a luz uma bala de pus,

não porque eu sou assim,

sem esperança.

Nada é impossível

que não se possa fechar os olhos pra imaginar.

Nada é tão distante

que os sonhos mais sinceros não consigam alcançar.

E assim,

eu consegui a cura pra todas as maldições,

a isenção pra todos os sermões,

a isca que todos adoram fisgar.

Os pecados que todos os ateus adoram cometer,

a mentira sagrada que você jurou proteger,

a verdade desgraçada que insiste em me assolar.

Eu corto os meus pulsos e tento encontrar,

uma porra de um motivo pra que eu possa aguentar,

não é só simplesmente insistir

em meus erros, meus acertos,

e depois medir

o sucesso e insucesso dos meus atos,

o carinho vazio de seus abraços.

O sarcasmo escondido no teu sorriso,

a dose certa do veneno que eu preciso.

Eu já notei,

o escarro escondido em teus beijos,

a mentira escondida em teus desejos,

e a ilusão do que você um dia prometeu.

Em todas as direções que você olhar,

das nossas promessas você vai lembrar.

Do filme que esquecemos de revelar,

naquelas fotos em sépia, eu vou estar.


*Título original modificado.

fragatas

Posted in Uncategorized on September 12, 2010 by pedrochegancas

Te fiz em rimas e versos, mais uma vez…
… e já não era sem tempo,
não era mais o momento.
Já não sei é tarde pra voltar atrás,
e até te ouvir dizer que não dá mais,
então pra que insistir?
É por vaidade?
É tentativa por maldade?
E esperar um momento de lucidez,
em meio à madrugada,
de quem se espera nada,
de quem não sente amor,
uma alma indolor…
Em meio ao meu mar de solidão,
te apunhalo no peito em busca de um coração.
Não existe mais esperança,
eterna espera, eterna mudança,
e é sempre igual,
continua tudo tão surreal,
tudo é tão irreal,
mas pra mim, tudo normal.
Em meio à praia, um oceano tão vasto,
carrego na mente o que, pra você, foi passado,
e passando se foi o que éramos nós dois,
seu eu foi pra sempre, o meu eu pra depois.
Guiando em meio a toda essa calmaria,
navego sem rumo, diferente não seria…
Mais uma vez, vou tentando evitar
que minhas fragatas fiquem perdidas nessa noite de luar.
Não vejo mais tormentas,
é tudo tão sem emoção,
segue tudo parado,
nada em minha direção.
Nenhum novo alívio,
não há nada mudado.
Espero que minhas embarcações
não naufraguem nesse mar congelado…

canção da madrugada

Posted in Uncategorized on August 31, 2010 by pedrochegancas

É só poesia, não é solidão…
e assim começa mais uma história,
a estória de um herói.
Como se não fosse mais capaz
de encarar sua própria memória,
de enfrentar o que sobrou de nós…
Não é remorso, nem nostalgia,
não é recordação.
São lembranças, cartas abertas,
esparramadas pelo chão.
São vozes no telefone,
é seu número na agenda,
é seu perfume na minha memória,
os cacos sobraram para que eu entenda.
Não é assim,
mas é bem normal.
Parecido com mais um romance
com um ponto final.
Transponho em notas e palavras
tudo o que eu penso sentir.
Canções em plena madrugada,
mais uma noite sem dormir.
E tanto faz, se é amor,
ou se é o que restou da dor.
Se é o tédio,
sem comprimido, sem remédio,
é frustração…
são mais frases feitas em vão.
Mas tanto faz pra mim,
talvez seja melhor assim,
eu no meu quarto,
abraçando o seu retrato.
Você ouvindo essa canção
com outro alguém no coração.
Mas não é solidão,
não é saudade.
Talvez no fundo nem seja
um amor de verdade…

pra falar de amor

Posted in Uncategorized on August 2, 2010 by pedrochegancas

Sozinho de novo,
trancado no quarto,
pensando no futuro,
olhando o seu retrato.
E o que eu fiz agora?
A pergunta que eu quis fazer aquela hora…
Não faz sentido algum
esperar afeto de quem só quer o mal,
querer sobreviver a um veneno mortal,
meu vício, meu único vício:
te querer e te ter desde o início.
E corroer minha mente,
morrer em teus braços,
o amante, o amigo,
desfeito em pedaços
por você.
E foi mais uma vez,
os velhos medos,
a porta do pesadelo,
nosso futuro me escorrendo pelos dedos.
Eu tentei arrancar,
da face protetora do amor,
um sorriso perfeito,
uma Monalisa,
envolta pelos gritos de sua dor.
Ilusão,
acreditar em maldição,
em sentimento
do profundo coração.
Segue assim, mais um canto deprimido,
alegria se esvaindo,
no meu olho, aquele choro reprimido.
É soberana a frustração,
a sensação de um fracasso
na tentativa de uma ação.
Procuro uma saída,
não tenho onde correr,
as paredes se fecham
em torno do meu ser.
Do meu corpo,
emocionalmente morto.
E quem me disse a vida
foi um anjo torto.
Já não sei mais pra onde ir,
só você tem o dom de me fazer sorrir.
Mas dói em mim estar ao lado seu,
eternamente a dor,
de querer o que não é meu.
E foi assim que eu descobri,
quando tentei te alcançar,
o meu conceito de liberdade
são minhas asas pra voar.
Tentei te alcançar…
É tão tênua a linha que divide,
a liberdade da janela a minha frente.
De qualquer forma, flutuar,
de qualquer forma, esquecer o que se sente.
E é só você,
meu vício, meu único vício,
te quero desde o início,
só você, que sabe aonde estou indo,
só você conseguiu me ver sorrindo.

É só o que sei…

Posted in Uncategorized on July 14, 2010 by pedrochegancas

… ela mora no fim da rua.
Tão singela sua sinceridade,
e eu não sabia explicar
se ao menos era a verdade
o que eu tinha pra te falar.
O tempo conta histórias
marcadas pra quem quer ouvir.
O seu olhar ficou na minha memória,
das coisas que nunca imaginei sentir.
E tudo é tão simples, como conversar,
te chamar pra sair pra qualquer lugar.
Um orgulho tão caro quanto o que eu vendi,
faz parte das coisas que eu nunca entendi.
É assim que começa mais um conto sem final,
é só mais um caminho que acaba igual.
Explique a trama, te mostro o desfecho,
nossas vidas fazem parte de um mesmo trecho.
Mas eu nem sei nada pra te convidar,
não sei nome ou telefone pra tentar ligar.
Foi só uma palavra pra te fazer rir,
e, partindo do zero, eu vou conseguir.
Sei falar de sentimentos, coisas do coração,
sei brincar de palavras e perder a razão,
sei construir castelos e tecer uma teia,
depois deixar o mar derrubá-los da areia.
Mas não sei o seu nome, de você não sei nada,
só ouço o seu silência nessa madrugada…
… é só o que sei.

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